Família Brusque

A Jornada de Eugenio e Emma e o Legado da Família Brusco-Hannoff

Eugenio Fortunato Silvestro Brusco, nasceu em 31 de dezembro 1861, em Ala, Trento. Local que naquele ano não pertencia a Itália, mas sim ao Império Austríaco.

Emma Antonia Hannof, nasceu em 30 de setembro de 1880, em Castelnuovo, Trento. Local que naquele ano não pertencia a Itália, mas sim ao Império Austro-Húngaro.

Trento, passou a pertencer oficialmente a Itália em 1919, após o fim da Primeira Guerra Mundial. Por este motivo nossa família não é descendente de italianos, como a maioria acreditava, mas sim de Austríacos, ou como se auto denominavam, Trentinos.

Emma saiu de Gênova, Itália em dezembro de 1883, no Vapor Scrivia, com seus pais e irmãos, e chegou ao Brasil em janeiro de 1884.

Até o momento, não foi encontrado registro da chegada de Eugenio ao Brasil.

Eugenio e Emma casaram-se em 10 de outubro de 1903, em São Ludgero, Santa Catarina, que na época era um distrito da cidade de Orleans.

Frutos desse casamento, vieram ao mundo 8 filhos:

Beatriz Brusque, a filha mais velha de Eugenio e Emma, que nasceu em 28 de novembro de 1904, casou-se com Manoel Jordão Morais e faleceu em 23 de junho de 1999.

Tiveram 10 filhos, todos já falecidos:

– Noêmia Morais (1928 – 1942)
– Antônio Morais (1929 – 2000)
– Miguel Morais (1934 – 2012)
– Ester Morais (1939 – 1958)
– Vantuir Morais (1944 – 2019)
– Iracema Morais (1947 – 2008)
– Anselmo Morais (1949 – 2001)
– Elza Morais (falecida)
– Olívio Morais (falecida)
– Valentim Morais (falecida)

Antonio Brusque, nasceu em 27 de abril de 1907, casou-se com Luiza Junglos e faleceu em 31 de outubro de 1990.

Tiveram 10 filhos, dos quais 6 estão vivos:

– Grandilia Brusque (1931 – 1957)
– Romualdo Brusque (1933 – 1977)
– Elpídio Brusque (1934 – 2022)
– Veneranda Brusque (1936 – 2022)
– Mafalda Brusque (1938 – viva)
– Vilmar Brusque (1945 – vivo)
– Lucia Brusque (1946 – viva)
– Olívio Brusque (1949 – vivo)
– Elsa Brusque (1953 – viva)
– Nelsa Brusque (1955 – viva)

Theodoro Brusque, nasceu em 07 de outubro de 1908, casou-se com Laudelina Becker e faleceu em 17 de maio de 1975.

Tiveram 9 filhos, dos quais 6 estão vivos:

– Nair Brusque (1933 – falecida)
– Doraci Brusque (1936 – falecida)
– Santa Brusque (1938 – viva)
– Genésio Brusque (1939 – falecido)
– Adolfo Brusque (1942 – vivo)
– Nicodemus Brusque (1944 – vivo)
– Terezinha Brusque (1946 – vivo)
– Salete Brusque (1948 – vivo)
– Ivo Brusque (1950 – vivo)

 

Fiorelo Brusque, nasceu em 5 de abril de 1909, casou-se com Florentina Echele e faleceu em 21 de maio de 1991.

Tiveram 6 filhos, dos quais 4 estão vivos:

– Paulo Brusque (1941 – 2008)
– Ana Brusque (viva)
– Celito Brusque (vivo)
– Expedito Brusque (vivo)
– Gercino Brusque (vivo)
– Lucia Brusque (falecida)

 

Maria Brusque, nasceu em 30 de novembro de 1911, casou-se com Algemiro de Abreu e faleceu em 26 de setembro 1953.

Tiveram 5 filhos, dois quais 3 estão vivos.

– Mario de Abreu (1936 – 2011)
– Adao de Abreu (1944 – vivo)
– Roseli de Abreu (1948 – viva)
– Jose de Abreu (1951 – 2023)
– Maria de Abreu (1953 – viva)

 

Dorothea Brusque, nasceu em 1917. Casou-se com Florentino Jordão Morais. Não há mais informações até o presente momento.

Esther Brusque, nasceu em 16 de março de 1919, casou-se com Reciere Tezza e faleceu em 1 de agosto de 1999.

Tiveram 9 filhos, dos quais 4 estão vivos:

– Vilmar Tezza (1940 – vivo)
– Carmen Tezza (1941 – falecida)
– Otília Tezza (1943 – falecido)
– Venício Tezza (1947 – 1994)
– Salete Tezza (1950 – falecida)
– Valter Tezza (1951 – falecido)
– Maria Bernadete Tezza (1954 – viva)
– Vicente Tezza (1956 – vivo)
– Jacinta Tezza (1964 – viva)

 

Victorio Brusco, nasceu em 23 de novembro de 1923, casou-se com Horlandina Crocetta e faleceu em 21 de janeiro de 1987.

Tiveram 13 filhos, dos quais 8 estão vivos:

– Salésio Brusco (1949 – 2012)
– Maria Brusco (1958 – 1994)
– Antônio Brusco Sobrinho (vivo)
– Bernadete Brusco (viva)
– Constantino Brusco (vivo)
– Elsa Brusco (viva)
– Ema Brusco (viva)
– José Brusco (vivo)
– Raquel Brusco (viva)
– Raulino Brusco (falecido)
– Terezinha Brusco (viva)
– Criança falecida
– Criança falecida

 

Emma faleceu em 17 de junho de 1926, aos 46 anos, em Orleans, Santa Catarina, deixando seus filhos pequenos.

Eugenio viveu até seus 89 anos, faleceu em 15 de novembro de 1950 em Rio do Sul, Santa Catarina.

Sobrenome

Em todos os registros encontrados em nome de Eugenio, ele possui o sobrenome Brusco, assim como de seu pai Stefano Michele Brusco e seus irmãos. Porém, nos registros de seus filhos brasileiros ocorreram variações como Brusque, Brusche, Brusqui, entre outras.

O sobrenome de Emma Hannof também é encontrado em registros seus e de sua família com diferentes formas de escrita: Anoff, Hannoff, Hanof entre outras.

 

Orleans

Atualmente, o município de Santa Catarina tem o chamado “gemellaggio” com a Ala na Itália. É uma espécie de irmandade oficial entre cidades, também chamada de “cidades-irmãs”, com o objetivo de fortalecer os laços culturais, históricos e sociais entre os dois municípios.

A imigração pioneira em Orleans foi parte do amplo processo de colonização promovido pelo governo brasileiro no final do século XIX, especialmente para ocupar o sul do país com imigrantes europeus, considerados ideais para o trabalho agrícola e a formação de colônias.

Orleans se destaca por ter sido uma das colônias mais organizadas da imigração italiana no sul de Santa Catarina, especialmente de imigrantes tiroleses, trentinos e vênetos.

A imigração começou oficialmente em 1884, com a criação da Colônia Grão-Pará, que incluía o atual território de Orleans.

O nome “Orleans” foi uma homenagem ao conde d’Eu, esposo da princesa Isabel.

Os primeiros imigrantes vieram da Itália do Norte, sobretudo das regiões de:

Trentino-Alto Ádige (na época, parte do Império Austro-Húngaro), Vêneto e Lombardia

Ao chegarem ao Brasil, os imigrantes vinham de navio até o porto de Desterro (atual Florianópolis), e de lá seguiam por terra ou por rios até as colônias.

A região ainda era coberta por mata atlântica densa.

O governo distribuía lotes de terra (colônias agrícolas), muitas vezes em locais de difícil acesso.

Os primeiros anos foram extremamente difíceis: doenças, isolamento, clima e o trabalho de desmatamento exigiram muita resiliência.

O perfil dos imigrantes em sua maioria eram famílias inteiras, geralmente camponesas e católicas.

Muitos eram trabalhadores rurais empobrecidos na Europa.

Buscavam terra própria e melhores condições de vida.

Alguns eram artesãos, alfaiates, marceneiros ou pedreiros, e contribuíram para a construção da vila.

Em poucos anos, os imigrantes fundaram vilas, igrejas, escolas e comunidades agrícolas.

Houve uma organização comunitária forte, com ajuda mútua.

A cidade cresceu em torno da produção agrícola e madeireira.

A chegada da estrada de ferro no início do século XX ajudou na expansão comercial da região.

A cultura trazida pelos colonos ainda está muito presente:

Idioma (muitos falavam dialetos tiroleses ou vênetos)

Comida típica

Festas religiosas e culturais

Arquitetura alpina

Orleans hoje é um polo de identidade trentino-italiana, com festas e grupos culturais que mantêm viva essa herança.

 

Orgulho de nossas raízes

Ser descendente de Eugenio Fortunato Silvestro Brusco e Emma Antonia Hannof é carregar no sangue a força de uma história marcada pela coragem e pela luta.

Eles vieram de terras distantes — enfrentando incertezas, saudades e dificuldades num Brasil em construção.

Hoje, olhar para trás é reconhecer que somos frutos de um casal que, com pouco, construiu muito, uma enorme família! Que seu exemplo continue nos inspirando por gerações.

 

Agradecimentos

Agradeço a todos os descendentes da família Brusco que, de alguma forma, contribuíram com este trabalho, compartilhando lembranças, histórias e informações que tornaram este texto possível.

Este texto foi escrito por Gabriele Brusque Toporowicz. Filha de Isolete Brusque e Roberto Toporowicz. Neta de Elpídio Brusque e Silvina Rohden. Bisneta de Antonio Brusque e Luiza Junglos. Trisneta de Eugenio Brusco e Emma Hannof. Com este registro, desejo manter viva a história da nossa família.

 

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